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Fortaleza, Cidade Criativa! #03 – Criatividade na Periferia

Neste episódio contamos com a voz de Preto Zezé, presidente global da Central Única das Favelas – CUFA, uma rede de jovens das favelas empenhados na defesa dos direitos dos moradores das comunidades através de ações sociais e culturais e que hoje está representado em 17 países. Conversamos com ele sobre de que forma a criatividade está presente na periferia e como ela interfere no cotidiano das comunidades. Bora lá, que essa conversa está muito massa!

Fortaleza, Cidade Criativa do Design pela UNESCO – com Alberto Gadanha #02

Neste 2º episódio desta temporada com apoio da Lei Aldir Blanc, conversamos com Alberto Gadanha, designer gráfico e professor. Coordena projetos de inovação no Instituto Iracema e atua como ponto focal da Rede de Cidades Criativas da UNESCO representando Fortaleza na área do Design.

Não somos criativos sozinhos

Origens dos mundos

Há passagens nas histórias em que as lendas coincidem. Pequenos trechos, alguns detalhes, que se repetem nos mais diferentes e distantes contos sobre a criação.

Teria surgido aí o mundo inteiro, e com ele a própria criatividade.

Muitas vezes são elementais: ar, água, terra, fogo e espírito; outras vezes seres de imenso poder compartilham a invenção de tudo o que existe. Seres absolutos, esses elementais em cada história tem sempre uma razão de ser na criação, mas nunca estão sozinhos.

Se perguntássemos na antiguidade, seja  no centro da África, nos países gelados do Norte ou nas regiões que dariam origem à Grécia, poderíamos encontrar coincidências curiosas sobre a origem do mundo.

Enquanto lê os próximos parágrafos tente pensar em uma música épica tocando em sua mente, talvez algo da trilha sonora daquela trilogia de filmes: O Senhor dos Anéis.

Assim disse o sábio Griot

Decidido a colocar terra sólida sobre os pântanos sem vida de Olokun, Obatalá – a divindade da criação, foi instruído por Orunmilá – o próprio destino, e construiu o Aiyê. Olorun, o ser supremo, criou então o Sol; E Obatalá modelou os humanos no barro com a ajuda de Oduduá, com quem formou o casal propulsor da vida.

Ao norte, o trovador contava…

Na imensidão vazia de Ginnungagap não havia sequer areia, mar, céu ou terra. Até que surge um reino ao sul feito de fogo – Muspellheimr. E ao norte emanou o reino de ventos gelados, vento e neve – Niflheimr. No meio era o vácuo, até que fogo e gelo colidiram. Tudo era desordem. Mas das gotas deste grande caos, a vida emergiu, na forma de um gigante de gelo. Seu nome era Ymir e os gigantes de gelo são seus descendentes.

E às margens do Egeu, revelava o bardo…

Sobre o imenso corpo fértil de Gaia, os elementos antes em confusão começaram a se organizar, ocupando cada um seu lugar correto. Fogo, terra, água e ar deixaram a mistura caótica de onde vieram. E as curvas generosas de Gaia deram origem a colinas suaves, vales profundos, montes e montanhas. Sob a influência de Eros – o amor, Gaia sentiu o desejo: queria que suas férteis curvas fossem cobertas por um companheiro. Gaia gerou e gestou – sozinha – dois filhos que seriam também seus amantes. Urano – o céu estrelado, e Póntos – o mar salgado.

Acho que agora já estamos no clima certo, é chegada a hora de tentarmos explorar mais detidamente nosso tema retomando a questão que intitula o próximo momento desse texto.

Não somos criativos sozinhos?

Já pensou mesmo sobre isso? Eu tenho pensado sobre essa frase já tem algum tempo. E, sinceramente, não chego a conclusão nenhuma. Principalmente porque tenho viajado pensando nos jeitos diferentes que pode ser dita. Procura que significados surgem em sua mente quando lê: Não somos criativos sozinhos. Interrogação.

Eu consigo elencar algumas possibilidades. Acredito que é possível pensar em algo como:

Não somos criativos sozinhos? Como assim, claro que somos! Fica a ênfase no óbvio.

Não somos criativos sozinhos? Claro que somos. Eu não preciso de ninguém para criar! Já se destaca a importância, ou desimportância que o outro tem pra criar.

Não somos criativos, sozinhos? (juntos até que rola). Se eu estiver usando a frase de um jeito irônico.

Não somos criativos sozinhos? Não sei, o que você acha? Se eu quiser tirar o corpo fora e passar para você o problema.

Você consegue visualizar algo mais?

Isso só me fez ficar mais confuso. Porque no fundo, também pode ser que todo ato de criação – apesar de envolver muita gente – acaba sempre sendo um ato profundamente solitário.

Porque para criar a gente precisa – e muito – de referências, de conversas, de trocas de ideias, influências, resistências, disputas, embates, brigas e até discussões. Mas no fim, para a tal coisa criativa surgir, tiveram de existir muitas horas dedicadas. Horas nas quais você, caro leitor, esteve focado, gastando tempo e esforço, seja sentado na cadeira ou suando em volta da sua obra. Completamente só.

Mesmo aquela jogada brilhante que só foi possível graças ao passe genial e milhares de horas de treinos em grupo, foi o resultado – único, irrepetível e solitário – de uma só pessoa; que também é única, irrepetível e solitária. Pelo menos naquele momento genial e criativo.

Embora a divagação seja importante para introduzir nosso argumento, podemos agora trazer outra voz para o nosso diálogo.

Como viver junto

Tem um cara que conheci lá na faculdade de comunicação, o nome dele é Gérard. Acho massa esse nome, Gérard, muito simpático. Mas a galera costuma chamá-lo mesmo de Barthes. Roland Gérard Barthes é o nome completo dele. Vou ficar com Gérard porque eu acho mais legal.

Gérard foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês. Seu trabalho é uma referência incontornável para as áreas da comunicação e das artes, principalmente para a fotografia. É dele um livro famoso chamado A câmara clara: notas sobre a fotografia (BARTHES, 1984), que discute importantes aspectos estruturais e filosóficos do tema, mas eu queria mesmo era falar de outra obra escrita por ele: refiro-me ao livro que tem um título bastante adequado para a nossa conversa.

Trata-se da obra Como viver junto: simulações romanescas de alguns espaços cotidianos (BARTHES, 2003).

Esse livro explora de um jeito muito legal de entender a atitude de viver junto. Ele não fala de todas as formas disso acontecer, como sociedades, agrupamentos, famílias ou casais. Há isso também, mas a proposta é mais sobre o “viver junto” de grupos muito restritos, nos quais a coabitação não exclui a liberdade individual. O Gérard vai observar grupos monásticos medievais, aqueles que tinham um jeito de se organizar que tentava justamente conciliar vida coletiva e individual. A partir dessa ideia quase que antagônica – como várias individualidades viram uma comunidade sem deixar de serem únicos – ele mostra pra gente o conceito de “idiorritmia”.

Essa “idiorritmia” inclusive era um conceito usado por esses religiosos, os monges.

Se formos ao dicionário podemos conferir a etimologia da palavra, e veremos que ídios quer dizer próprio, e rhythmós é ritmo mesmo. Aliás, esse ídios lembra outra palavra: idiota. Vi que o professor Mario Sergio Cortella tem uma fala explicando a origem, ele conta que para os gregos da Antiguidade Clássica “idiota” era o sujeito que, mesmo sendo capaz de participar da vida pública, escolhia ficar de fora. O cara literalmente decidia se excluir de algo que o implica diretamente. Parece mesmo uma atitude idiota. Engraçado que atualmente quem se interessa pelos assuntos públicos é que é chamado de idiota, ou chato. Interessar-se por política, para muitos hoje, não é normal. Acho estranho. Mas para os monges estudados pelo Gerárd, a relação entre o público e o privado era importante. A tal idiorritmia, o “próprio ritmo”, era mesmo um conceito ao qual eles se dedicavam.

Segundo Gerárd, a idiorritimia era o modo de vida daquele grupo, monges do monte Atos, que – no século X – viviam sós e com liberdade na organização de suas tarefas, mantendo apenas alguns elos com o mosteiro. Na prática eles se isolavam e procuravam falar o mínimo possível, as vezes fazendo mesmo voto de silêncio. Passavam o dia em orações e penitências individuais e só se reuniam para rezar. Era uma comunidade de gente que vivia só. Não acha isso no mínimo curioso?

O livro do Gérard foi o resultado de uma série de aulas que deu em  1977, nessas aulas ele refez o conceito de idiorritmia, pensando nos espaços cotidianos. Ele entendeu que já nessa época nós, enquanto sociedade, caminhávamos em direção a um modo de vida similar à idiorritmia. Uma comunidade de “gente só” ou “a utopia de um socialismo das distâncias”. Ele acabou então fazendo os encontros em volta da pergunta: “a que distância dos outros devo manter-me, para construir com eles uma sociabilidade sem alienação, uma solidão sem exílio?”. Pensamento que mexe diretamente com a nossa intenção nesse texto. 

Se você leu ou for ler o livro talvez entenda melhor do que eu, mas tem uma ideia dessa conversa toda que me impressionou consideravelmente: com essa pergunta, sobre como se faz solidão sem exílio, Gérard consegue perceber a impossibilidade de estar só. Ele aponta algo que, de tão simples, chega a ser engraçado: o exílio, ou a ideia pura de exílio, é impossível. 

Essa impossibilidade se explica pelo simples fato de que a ideia de estar só, por si, implica num outro do qual se quer distância ou isolamento. Ou seja, temos um outro com a gente mesmo quando buscamos ficar sozinhos. Nesse sentido, nunca estamos sós. E a criatividade tem tudo a ver com isso.

A criatividade é um processo coletivo

A essa altura você já percebeu o que a gente quer mesmo aqui dizer. Pois é, não somos mesmo criativos sozinhos.

Se resgatarmos o que discutimos até agora é possível reunir três ideias.

Primeiro, nas antigas lendas, quando a humanidade tentava explicar como as coisas foram criadas, em cada história, sejam deuses ou o que quer que seja; o criativo nunca está só.

Na segunda ideia, inclusive questionamos isso, tentando fazer o advogado do diabo e defendendo a ideia de que sim, no fim das contas quem faz mesmo a coisa, o tal gesto criativo é você – depois de passar por todo um processo cercado de gente –, mas só. Mas não é um pensamento justo. Existe um truque aí. Eu omiti a última etapa de algo que – como já foi debatido na primeira temporada do esticando a baladeira – é um complexo e intrigante processo.

É nesse ponto que encontramos com a contribuição De Roland Gerárd Barthes. O conceito de idiorritmia nos faz perceber o conceito de solidão mais como uma ideia do que como uma prática. Não se pratica solidão, se sente. Mesmo buscando a solidão já levamos em consideração os outros.

Nos três momentos desse texto tentamos tratar de jeitos diferentes um mesmo assunto. Usamos as mitologias, advogamos contra, e filosofamos a partir do raciocínio lógico de um autor renomado. No fim, cada um desses momentos tinham a intenção de defender a seguinte constatação: nossa criatividade leva com ela um grande e importante bocado de gente.

Porque quando você está ouvindo uma música, apreciando arte, pegando referências, você se relaciona com a obra de outros, recebe ideias de outras pessoas. É preciso se conectar com o mundo para detectar os problemas a serem resolvidos. 

Criar acontece em relação, e como toda relação, provoca incômodo. Nos desloca, estimula nossa imaginação, ou pelo menos nos faz pensar melhor sobre algo; 

Os processos criativos estão associados a múltiplos elementos, atuando em conjunto e produzindo um jeito diferente de articulação. 

E um jeito diferente de realizar a partir do que já existe é, justamente, a base da atividade criativa.

A criatividade é sim um processo coletivo. E que bom que é assim, né? Porque de outro jeito seria simplesmente muito chato.

Referências

Barthes, Roland. Como viver junto: simulações romanescas de alguns espaços cotidianos. Tradução de Leyla Perrone Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BARTHES, Roland. A câmara clara: notas sobre a fotografia. Tradução de Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Fortaleza, Cidade Criativa! #01

Começamos a nova temporada Esticando a Baladeira – Fortaleza, cidade criativa! Está no ar o primeiro episódio da temporada especial apoiada pela Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Cultura de Fortaleza – Secultfor. Nele, nós explicamos o que é o projeto e o que mais ele envolve além de podcasts! Acompanhe com a gente!

Você trabalha #02 – Isso é entre mim, Jackie, Pierre e uma arma

O que fazia Jackie ser tão importante e Pierre tão rabugento? Como que suas visões de mundo tão distintas os levaram a um encontro tão incomum e trágico? Não importa. Entre um professor e um palestrante, no fim, só nos resta uma arma para encerrar a discussão. Este episódio é uma oferta de agradecimento a quem quer que seja o real responsável por Weintraub não incomodar mais a nossa educação. Saravá!

Esticando a Baladeira 3#02 – Questão ambiental: o meu lugar é o mundo

Quando avisamos, logo no 1º episódio desta temporada que iríamos longe demais, não foi só por falar. Afinal, se decidimos abordar de que forma a criatividade está presente nos diversos aspectos da coletividade, nada seria mais didático do que começar pela nossa casa. Já parou pra pensar de que forma a sua profissão se reflete criticamente no mundo? Exatamente em que momento separamos homem e natureza, sem percebermos que o homem faz parte dela? E de que forma a criatividade pode nos ajudar a retomar nosso respeito e nosso contato com o nosso próprio lar natural? Vem esticar com a gente de uma forma que nunca fizemos antes. Bora!

Equipe Esticando a Baladeira

Intelectual do Som – Elton Bastos
Integrantes – Edmilson Jr Eugênia Cabral | Jorge Godoy | Leandro Maciel

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Gostaria de esticar a baladeira também? Envie projetos, artigos e o que mais imaginar para criarmos uma comunidade de baladeiros =)

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Essa é uma produção de conteúdo feita com o apoio da Caramelo Comunicação e do CarameloCast. (já ouviu? É massa!)

Shu Ha Ri | O Aikido e sua filosofia criativa — parte 2

Neste artigo continuo a conversa que iniciamos no anterior “O Aikidô e sua filosofia criativa — parte 1” =)

Nesta segunda parte, explico um pouco sobre a origem do Aikidô e abordo um dos aspectos de sua filosofia, que se conecta à forma como seus praticantes aprendem e como que isso se relaciona com a jornada de um profissional criativo.

O Aikidô foi fundado por Morihei Ueshiba (O-Sensei), na primeira metade do século XX, no Japão. Um dos pilares filosóficos e espirituais desta arte marcial era uma religião recente, na época, conhecida como Oomoto-kyu, que pode ser traduzida como “Grande Origem”. Ela possuía raízes no Xintoísmo e acreditava que “Deus é o Espírito que anima todas as coisas e o homem é o administrador de um governo universal. Quando o homem se une com Deus, manifestam-se uma autoridade e um poder infinitos.”

Essa filosofia carregava um série de ensinamentos tradicionais japoneses. Entre eles, o Shuhari, que já havia sido incorporado por outras artes marciais antes mesmo do Aikidô.

Shuhari é conhecido como a sintetização do processo de aprendizagem de uma arte, seja ela marcial ou não, e se divide em três estágios: (Shu, 守:しゅ: obedecer/proteger; Ha, 破:は: romper/modificar; Ri, 離:り: separar/superar).

No estágio Shu, o praticante iniciante é apresentado à filosofia, à estrutura dos golpes e repete exatamente aquilo que lhe foi falado, corrigindo os erros apontados pelo seu mestre e refinando sua arte a cada novo golpe.

Após muito treino, o aprendiz domina as regras básicas de sua arte e encontra a sua própria forma de fazer alguns movimentos. Este estágio é conhecido como Ha.

Finalmente, o aluno se torna mestre e passa a sentir sua própria arte, abandonando as regras básicas e se torna naturalmente criativo, alcançando a liberdade de ser aquilo que tanto praticou. Ele alcançou o estágio Ri, o último de seu processo de aprendizado.

Após compreender estes três estágios, fica mais fácil compreender o caminho para a criatividade, pelo olhar da cultura japonesa e suas artes marciais: 1) aprender o básico e obedecer fielmente aquilo que lhe é ensinado; 2) dominar as regras básicas e descobrir sua própria forma de fazer; 3) alcançar a liberdade do fazer e, assim, criar.

Podemos traçar um paralelo do Shuhari com o aprendizado de diversas softs skills. O calígrafo, por exemplo, precisa aprender a forma das letras em determinados estilos de escrita e praticá-las até que seu corpo aprenda a reproduzi-la perfeitamente. Após este treino, ele passa a reconhecer características de seu estilo em sua grafia e os incorpora à sua forma de caligrafar. Por fim, ele alcança o estágio de escrever com seu corpo e alma. Suas letras saem belas não importa de que forma as faça ou quais ferramentas utilize. Ele está em Ri.

Algo próximo também ocorre com os músicos. O jazzista Clark Terry, no artigo3 passos para aprender improvisação, revela que a arte de aprender a improvisar está em três palavras: imitaçãoassimilação inovação. Terry defende, portanto, que se faz necessário imitar os artistas que admira e, com a prática, começar a compreender as pequenas nuances escondidas entre as notas. Isso só será possível ao conseguir incorporar à sua mente não consciente todos os movimentos necessários com exatidão. Só assim a ginga, os tempos e as harmonias passarão a se destacar em seus ouvidos e será possível iniciar a construção de seu próprio estilo. Com isso, poderá improvisar com liberdade e assertividade. Para Terry, não é possível improvisar verdadeiramente sem que os passos da imitação e da assimilação tenham sido percorridos exaustivamente.

Graças a Terry, percebemos a importância do rigor em adquirir repertório. Isso mesmo. Ao treinar exaustivamente e buscar referências em seus ídolos, o criativo inicia seu processo de criação e gestão de seu próprio repertório. Ele primeiro trilha os caminhos de seus mestres e, durante o caminhar, identifica aquilo que faz parte de seu estilo e o absorve. Aquilo que aprende e percebe que não faz sentido para sua jornada, descarta gentilmente.

Muitos criativos acreditam em fórmulas mágicas, cursos reveladores e metodologias inovadoras que prometem desbloquear sua criatividade e torná-lo criativo da noite pro dia.

Cuidado.

Você já é criativo.

Você sempre foi criativo.

Talvez só tenha parado de praticar. E praticar, como vimos, é apenas o primeiro estágio de uma longa e criativa caminhada.

Um dos sintomas que mais identifico em sala de aula e no mercado (e em mim, muitas vezes) é a necessidade de querer queimar etapas do processo criativo e acreditar que sua primeira ideia é a melhor. Que a crítica do colega é recalque ou exagero porque seu trabalho está perfeito. Que o ponto de vista do design ou de outra área mais ligada às soft skills seja considerado secundário e até mesmo irrelevante em projetos multidisciplinares.

Novamente, cuidado.

Boa parte destes argumentos refletem uma dormência artística e até mesmo certa preguiça em percorrer o duro caminho do desenvolvimento técnico e criativo. Cada apontamento, cada refação e cada sugestão lapidam o seu estágio de Shu e ignorá-los fatalmente o aprisionará logo no início de seu aprendizado. Sempre há algo a melhorar.

Essa é a magia do caminho do guerreiro. Do bom combate.

Até a próxima parte desta esticada!

Não deixe de comentar o que achou desse texto e não tenha pena de mim: critique com gosto!

Insightê a todos 🙏

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